Nem grande nem pequena, nem farta e nem vazia. Boa e condescendente ou má e cruel sempre que preciso, sempre que me pedem. Posso ser muitas em uma ou posso ser nada se me permito. Posso me anular ou tomar posse, basta me deixar fazer minha magica.Você nunca vai saber quem sou, quem estou, não aqui, porém sou: o que você vê, é o que você tem. Não me incomoda linguagem chula nem gestos extravagantes, mas me corroem as mascaras. Posso esperar por anos a fio ou…não. Me magoar não é o suficiente, mas não me ouvir me transborda. Poucas pessoas ficaram no meu coração, muito poucas. Não amo a toa, não rio a toa e não bato a toa. Quero acreditar que a verdade sempre prevalece, mesmo que demore, que o amor nunca se esvai, mesmo que se transforme e que a vida nunca é suficiente, mesmo que se acabe. Uma cética esperando sua cura.



Imagens: :“Persephone and the Pomegranate” de Kris Waldherr e Mundo do Tarot

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